Com acidente em Pacajá, Regional da Transamazônica destaca a importância de protocolo de múltiplas vítimas em atendimento

Os procedimentos promovem triagem rápida dos pacientes, preparação de leitos e de equipe multiprofissional no socorro às vítimas de acidentes de grandes proporções

Na última sexta-feira, 16, o Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, precisou ativar o plano de contingência da unidade para atender quatro vítimas da queda de duas torres no município de Pacajá, sudoeste do Pará.

Assim que informada sobre o acidente, o HRPT deu início ao protocolo de triagem conhecido pela sigla START (Simples Triagem e Rápido Tratamento). O objetivo é avaliar de forma rápida e segura as condições clínicas das vítimas, podendo assim estabelecer prioridade de tratamento médico e evitar mortes ou sequelas nos pacientes.

O protocolo integra as práticas assistenciais da unidade em situações catastróficas, quando se tem muitas vítimas. A triagem rápida nestes casos é imprescindível para identificar os traumas e lesões dos feridos que precisam de atendimento de urgência e emergência.

Segundo Mário Franco, diretor Técnico do Regional da Transamazônica, além da preparação da equipe multiprofissional, leitos, macas e cadeiras de rodas são colocados à disposição para o atendimento dos pacientes.

“O protocolo envolve diferentes cuidados e a devida atenção para que ocorra um atendimento ágil, seguro e que, ao mesmo tempo, não haja prejuízos na rotina da unidade, garantindo assistência a todos”, ressalta.

Ainda, segundo o diretor, a última vez em que o protocolo START havia sido ativado na unidade foi no ano de 2010, quando o Regional da Transamazônica recebeu oito pacientes vítimas de um acidente com um avião bimotor em Senador José Porfírio, a 155 km de Altamira.

Atendimento de vítimas de Pacajá

Na assistência aos feridos no acidente de Pacajá, o protocolo teve início com uma área exclusiva de acesso às ambulâncias, no Pronto Atendimento do HRPT. No local, um aparato com cerca de 30 profissionais da saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e maqueiros realizavam a triagem das vítimas.

Assim, os pacientes foram classificados como muito graves (pulseira vermelha), graves (pulseira amarela) e estáveis (pulseira verde), seguindo o sistema internacional de classificação de risco.

Após a triagem, as vítimas foram encaminhadas para a o Pronto Atendimento do hospital, que pertence ao Governo do Pará, sendo gerenciado pela Pró-Saúde. Todas as vítimas receberam os primeiros socorros e realizaram exames específicos para identificar os ferimentos e traumas sofridos.

Alerta permanente

Anualmente, a coordenação do Pronto Atendimento, junto com o Núcleo de Educação Permanente (NEP) e o Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) do HRPT promovem treinamentos com foco em múltiplas vítimas para a equipe assistencial de emergência da unidade.

Segundo Luciane Madruga, diretora Assistencial, os treinamentos são realizados para que as equipes tenham visão de todos os protocolos, ações e condutas que devem ser tomadas em situações de catástrofes.

“Os treinamentos são importantes para nos manter em alerta, pois precisamos agir de forma rápida e segura, principalmente em casos com múltiplas vítimas. Dessa forma, a segurança do paciente é mantida com maior êxito e garantimos a nossa missão de salvar vidas”, explica a gestora.

O Regional da Transamazônica é reconhecido nacionalmente entre os melhores hospitais públicos do Brasil. A unidade possui a certificação ONA 3 – Acreditado com Excelência, concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). O reconhecimento atesta a qualidade dos serviços prestados à população no interior do Pará.