Novos protocolos se adaptam à Covid-19 para acolher familiares de pacientes internados

No Hospital Regional Público da Transamazônica a equipe multiprofissional implantou um fluxo de atendimento para manter a o vínculo paciente-família

Se ficar longe de quem se ama já é uma tarefa difícil, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) conseguiu provar que o sofrimento pode ser ainda maior para aqueles que estão com parentes internados em uma unidade de saúde.

Com a chegada do vírus ao Brasil, a rotina de milhares de pessoas precisou se adaptar ao “novo normal”. Mas, e quando essa mudança tira a possibilidade de estar perto de quem se ama?

Essa é exatamente a pergunta que a equipe multiprofissional do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, se esforça para responder todos os dias por meio do programa de acolhimento dos familiares de pacientes em tratamento da doença.

Com uma conversa que busca conhecer um pouco mais de cada familiar atendido, os profissionais criam laços afetivos que facilitam a interação no momento em que, por exemplo, o boletim médico é transmitido a esse familiar.

De acordo com Márcia Herrera, Assistente Social do HRPT, o objetivo é dar segurança às famílias a respeito do trabalho desempenhado e os cuidados realizados pela equipe médica com os pacientes.

“Para evitar novas contaminações, seguimos as diretrizes de órgãos de saúde. Assim, a criação de um novo protocolo foi necessária para que essas pessoas recebessem informações sobre seus entes. Elas estão passando por um momento difícil, então, buscamos sempre meios de qualidade, valorização e humanização em cada atendimento realizado para tranquilizá-las e dar conforto”, conta a profissional.

Como funciona?

As informações sobre o estado de saúde dos pacientes são fornecidas diariamente e em dois horários pré-estabelecidos pelo médico plantonista ao familiar/ responsável de referência, sendo às 11h, para pacientes da enfermaria Covid-19, e às 15h, para usuários da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A pessoa que recebe as informações sobre o paciente pode ser um parente ou amigo da família, que é definido pela equipe clínica e cadastrado no Serviço Social do HRPT.

A região do Xingu possui nove municípios e, por ser uma área territorial muito extensa, diversos pacientes são referenciados de outras cidades. Neste sentido, a unidade oferece ao familiar a opção de escolher receber o boletim médico presencialmente ou por telefone.

Somente de abril a julho deste ano, o HRPT realizou 258 acolhimentos em Altamira e região.

Visita Virtual

Como as visitas presenciais estão suspensas desde abril, é disponibilizado às famílias visitas por meio de chamadas de vídeo. A ação ajuda a diminuir a ansiedade e promove uma melhora significativa dos pacientes. As chamadas contam com o apoio de uma psicóloga.

Covid-19

O Hospital Regional Público da Transamazônica, unidade gerenciada pela Pró-Saúde, presta atendimento 100% gratuito e é referência no tratamento de casos da Covid-19 na região do Xingu. Até a manhã desta quarta-feira (19/8), 178 pacientes já voltaram para casa recuperados da doença.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.