Hospital Regional de Altamira apoia o combate ao abuso e exploração de crianças e adolescentes

As crianças também participaram da roda de conversa, acompanhados dos pais e responsáveis

Acompanhando a recuperação do sobrinho Jander, de seis anos, Jéssica de Sousa Leite, 19, tirou um tempinho para aprender um pouco mais sobre um assunto muito importante: o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Ela participou de uma roda de conversa na brinquedoteca do Hospital Regional Público da Transamazônica, em Altamira, no sudoeste do Pará, que envolveu pais, responsáveis e as próprias crianças internadas na unidade. Para a jovem, discutir este tema é muito válido para quem cuida dos pequenos.

“Eu achei muito importante trazer este tipo de informação porque muitas vezes não temos acesso. É legal ver este tema sendo abordado no hospital, em escolas, até mesmo para que os pais e responsáveis fiquem atentos. São casos que infelizmente acontecem e nós não queremos que atinjam as nossas crianças porque é algo muito triste”, ressalta Jéssica.

A ação foi realizada na última sexta-feira (18/5), em alusão ao Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e à campanha Maio Laranja, que promove ações de conscientização e discussão deste tema.

A assistente social do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Altamira, Cassiana Tavares, comandou a roda. Ela explica que a ação é importante para que tanto os adultos como as crianças entendam o que é abuso e exploração e saibam de que forma combater, quem procurar e o que fazer. “Levar informação onde há um grupo de crianças e pais é sempre importante. Através das palestras, rodas de conversa, a gente explica o que é abuso, o que é exploração para os pais e as próprias crianças, e eles se conscientizam de que é crime. Amanhã, eles estarão em casa, na escola, e é preciso que haja esse cuidado no dia a dia”, destaca.

Palestra no ambulatório

Além da representante do Creas, a psicóloga Camila Kruger e a terapeuta ocupacional, Rafaela Rizzi, também palestraram, no dia 21/5, sobre o assunto na brinquedoteca e, depois, no ambulatório para os pacientes e acompanhantes que aguardavam as consultas. De acordo com a psicóloga, o objetivo do Hospital Regional Público da Transamazônica, que é gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar por meio de contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), é contribuir com as ações da campanha realizadas nos âmbitos nacional, estadual e municipal.

“A ideia foi colaborar com a campanha nacional e por isso focamos os públicos da clínica pediátrica e as crianças que são atendidas no ambulatório. Foi a nossa forma de difundir a prevenção, os cuidados com as nossas crianças para que elas saibam se defender destas situações traumáticas”, afirma Camila.

Maio Laranja

No Pará, a campanha “Maio Laranja” foi lançada no dia 9/5 com o objetivo de mobilizar a sociedade para o enfrentamento à violência e à exploração sexual neste público específico. De acordo com a Coordenação Estadual de Saúde do Adolescente, de 2013 a 2017 o Pará registrou 4.472 casos de violência sexual contra adolescentes. Já os dados relativos a crianças, no mesmo período, mostram que o Pará registrou 2.857 casos de violência sexual.