Oficina define planejamento estratégico para o biênio 2017/2018

Uma semana dedicada à qualidade de gestão, foi com esse propósito que os colaboradores de vários setores do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, reuniram-se para discutir várias propostas de novas metodologias de trabalho a serem implantadas na unidade, a fim de melhorar a gestão hospitalar e, assim, definir o planejamento estratégico que será adotado para os anos de 2017 a 2019.

A ação faz parte do cronograma de revisão do planejamento estratégico, que acontece de dois em dois anos. Quem está à frente das unidades, como gestor de áreas e coordenadores dos setores participaram do treinamento, ministrado pela consultora coorporativa da Pró-Saúde, Andrea Berto. “Estamos fazendo um trabalho de mapeamento das nossas ações relacionadas aos nossos processos. Assim como, todas as estratégias do hospital para desenvolver e pensar nos próximos dois anos”, explica a consultora.

O encontro reforça a busca da excelência, segundo o diretor Administrativo e Financeiro do HRPT, Mailson Martins, o planejamento estratégico é o caminho, o norte, para melhorar cada vez mais a qualidade da gestão e, a partir disso, definir onde se quer chegar. “Essa reunião vai nortear o que deve ser mudado na condução do processo, o que permanece, o que se solidifica, se pautando em exemplos de excelência executados nos últimos dois anos. Então, é uma revisão de todo o processo de condução e gestão do hospital”, frisa o diretor.

Cerca de 40 colaboradores estiveram envolvidos. Para o diretor Administrativo e Financeiro, a proposta da organização sugere uma visão sistêmica, que reúna a participação de cada setor para construir um único panorama “A ideia é, justamente, misturar as pessoas, juntar gestores administrativos, assistenciais, e de apoio. O nosso negócio é o atendimento hospitalar, ou seja, o cuidado do paciente, por isso precisamos alinhar com os setores as falas para gerar um único resultado que é o atendimento hospitalar humanizado”, explica.

Para o gerente de Qualidade da unidade, Fernando Henrique, a consultora trouxe uma metodologia diferente na revisão do planejamento estratégico, que se baseou no envolvimento e participação de todos os níveis estratégicos da organização focando a visão sistêmica de melhoria, em prol da melhor assistência e segurança na evolução dos processos. “Todos participarem da elaboração já é um grande diferencial, pois muitas instituições têm dificuldade em fazer chegar o planejamento estratégico até a ponta, enquanto que nós, contamos com a participação de representantes para a elaboração. O resultado disso é muito satisfatório” ressalta.

O projeto, que abrange dois anos de trabalho, traz uma novidade ousada: tornar o Hospital Regional Público da Transamazônica um case de sucesso. A busca pelo reconhecimento norteou as definições das ações do planejamento estratégico, que vai articular a participação de todos os colaboradores nos próximos três anos.

“Temos ações de excelências e isso não sai daqui, temos que mostrar o que fazemos para o mundo. Se definimos tornar o hospital um case de sucesso, temos a necessidade de capacitar nossos profissionais, os nossos líderes para conseguirem demonstrar todos esses resultados. Queremos tornar o que já é excelente, melhor ainda mais e, com isso, fortalecer a imagem do hospital de uma unidade de sucesso”, argumenta Fernando Henrique.

Unidade

O Hospital oferta 97 leitos, que estão distribuídos em 21 clínicos, 32 cirúrgicos, 15 pediátricos, seis obstétricos, nove UTI Adulto, cinco UTI pediátrica, cinco UTI neonatal, quatro berçários de alto risco, cinco consultórios ambulatoriais, quatro salas no centro cirúrgico, 21 máquinas de hemodiálise e 11 no pronto socorro. As especialidades atendidas são: neurocirurgia, hemodiálise, traumatologia, ortopedia e cirurgia geral. A unidade atende pacientes de nove municípios da região da Transamazônica/Xingu, regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O HRPT é administrado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), desde sua inauguração.