Hospital Regional discute prescrição, uso e administração de medicamentos

“O farmacêutico clínico, além de prestar assistência ao paciente diretamente na Unidade, também colabora com a redução de gastos no hospital porque vai garantir que o medicamento seja dispensando na quantidade correta e de forma segura”. A explicação é da farmacêutica Jaciana Lima Coelho, que ministrou a palestra “Farmácia Hospitalar: Atuação Clínica e Segurança do Paciente, durante a 1ª Semana de Farmácia Hospitalar do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), gerenciado pela Pró-Saúde Associação de Assistência Social e Hospitalar, em Altamira (PA).

Durante a programação, foram desenvolvidas diversas dinâmicas para abordar temas como prescrição, uso e administração de medicamentos. “Fizemos a dispensação nas fitas dos pacientes que chegaram às mãos dos técnicos e enfermeiros, com recados sobre o uso correto da medicação, segurança do paciente e medicamentos potencialmente perigosos”, explicou o coordenador de Farmácia, Rodrigo Coppi.

Além dessa atividade, os colaboradores participaram de um Cine Pipoca, que retratou três histórias comoventes sobre a dependência química de profissionais da área da saúde, o uso e dispensação correta das medicações e, por último, o caso do vídeo Júlia Lima, que instituiu o protocolo de segurança nos casos de medicamentos potencialmente perigosos. “O Cine Pipoca teve um feedback muito positivo, pois muitas pessoas se identificaram com os temas”, comentou o coordenador.

E foi exatamente o caso Júlia Lima, uma jovem atriz de 27 anos, que morreu em 2015, em um renomado hospital de São Paulo, após demora no diagnóstico, falhas no atendimento à família e erros ao lidar com complicações, que mais chamou a atenção da fisioterapeuta Lorena Carvalló. “O que mais me impactou foi o atraso no diagnóstico. Se pararmos para pensar é um ponto muito importante, pois em um hospital, todos os profissionais devem ser capacitados para saber lidar com essas situações. Serve de alerta!”, afirmou a fisioterapeuta.

Lorena sabe da importância dos profissionais da área no ambiente hospitalar. “O farmacêutico mostra qual o efeito dos medicamentos, como ele acomete o paciente e orienta quem está na assistência. Por isso, eu sempre busco orientação quando necessário. Mesmo não tendo contato direto com essa questão dos medicamentos, podemos atuar como multiplicadores”, apontou.

Para finalizar a programação da 1ª Semana de Farmácia Hospitalar, os farmacêuticos aplicaram a dinâmica “Nem todo erro acaba em doce”, onde os colaboradores da farmácia entregaram chocolates de uma marca com a embalagem de outra, para sensibilizar sobre a importância da verificação dos rótulos dos medicamentos a serem administrados. “Por muito tempo a farmácia foi vista como algo somente de produção, de forma automatizada – triar e dispensar, e não é bem assim. Nós viemos justamente para garantir que o medicamento seja dispensado de forma segura, que haja o uso racional dentro do Hospital e contribuir, junto com a equipe multiprofissional, com a qualidade do atendimento ao paciente, focando sempre na assistência e na segurança”, destacou Jaciana.

O coordenador de Farmácia do HRPT falou sobre os resultados alcançados. “A ação foi muito positiva. pois conseguimos em quatro dias mobilizar uma quantidade significativa de colaboradores. São momentos como este que fazem com que os profissionais entendam a importância do seu trabalho/colaboração na instituição”, finalizou Rodrigo.